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A importância da Fundação Luso-Espanhola.
Numa Europa sem fronteiras, as relações
entre os dois Estados peninsulares deixaram
de estar predominantemente subordinadas
à vontade do poder político,
adquirindo um desenvolvimento cuja dinâmica
passou a ser, sobretudo, determinada pela
sociedade civil.
Se no passado fomos vizinhos de “costas
voltadas”, hoje, não ignorando
os 850 anos de história passados,
devemos ter a consciência do que somos
– dois países Europeus, soberanos,
parceiros nas mesmas alianças, o
que sucede pela primeira vez, com interesses
comuns em muitos domínios, com capacidades
e potencialidades diferenciadas e com influências
geo-estratégicas que podem ser complementares.
Olhar, com realismo, para as relações
luso-espanholas na actualidade, deve motivar-nos
para estimular, numa óptica de cooperação
Portugal-Espanha, a preocupação
de promover os nossos países nos
múltiplos vectores da vida das sociedades
de matriz hispânica.
Devemos ser nós, com determinação
e consciência, a tomarmos a iniciativa
de lançarmos projectos que defendam
e afirmem consistentemente os nossos interesses
colectivos.
Tal desiderato só é possível
a partir da congregação de
esforços de individualidades e de
empresas que já se encontrem, de
algum modo, relacionadas com o mundo hispânico
ou que encarem, como sua estratégia,
desenvolver aí a sua actividade.
Estamos convictos de que, da acção
da Fundação Luso-Espanhola,
pode resultar uma significativa melhoria
no quadro geral do relacionamento económico,
social e cultural, entre os dois países,
com vantagens recíprocas, dando um
contributo para uma maior afirmação
de Portugal e da Espanha na Europa e noutros
espaços de interesse para ambos.
Prof. Doutor Ernâni Rodrigues Lopes
- Presidente |